Cresce a cadeia produtiva de truta na Serra Catarinense


Os pequenos produtores são os grandes responsáveis pelo crescimento da produção de truta na Região Serrana. Desde que o processo de estímulo foi iniciado, há cerca de seis anos, com a criação da Associação Catarinense de Truticultores (Acatruta), e com a instalação de uma indústria de processamento do peixe, em Lages, o setor deslanchou em mais de 30%. O pequeno produtor da localidade de Farofa, interior de Painel, André Farias é dos exemplos. Em 2017, ele produziu cerca de 3 toneladas. Este ano, está construindo novos tanques, e a produção dele deverá chegar a 10 toneladas/ano.

Conforme relato do presidente da Acatruta, o empresário Vilso Isidoro, quando a entidade foi constituída, eram cinco ou seis criadores. Hoje, são 18 associados, estabelecidos por diversas regiões de Santa Catarina. “A facilidade com que a espécie se desenvolve na região é também um dos fatores que contribuem para o crescimento da produção”, reforça Isidoro.

Segundo explica, a truta é uma espécie que está ganhando terreno na Serra Catarinense, uma região em que esses peixes conseguem ótima adaptação. No entanto, os produtores ainda têm grandes entraves para a produção em larga escala. Falta a eles disponibilidade de financiamento; sofrem com a descapitalização, pois, não possuem garantia para banco; assistência técnica é insuficiente; falta de renovação de reprodutores devido à proibição de importação de ovos, o que certamente levará a problemas genéticos. “Porém, esta realidade negativa pode mudar com o estabelecimento da Estação de Truticultura, de Painel, a partir de novas pesquisas, e que serão necessárias ao melhor desenvolvimento do setor”, ressalta.

Mesmo com tantas dificuldades, os produtores catarinenses estão colhendo alguns benefícios, a partir do fortalecimento da Associação Catarinense de Criadores de Truta. Aos poucos, o número de associados aumenta, assim como a produção na região, hoje, calculada em cerca de 300 toneladas por ano. Em todo o Estado, o volume supera a casa das de mil toneladas. A instalação de um abatedouro de peixes na região (Belo Peixes) é a razão maior para o crescimento da produção de truta e de outras espécies, na Região, caso do jundiá.

O dirigente e empresário Vilso Isidoro, argumenta ainda, que, por outro lado, buscando também demonstrar os benefícios e características nutricionais do peixe, os produtores estão sentindo o aumento do consumo. Um peixe de aproximadamente 30 centímetros e 250 gramas apresenta a condição ideal de consistência e sabor para ser consumido. Trata-se de um peixe exigente. Pois, só atinge o tamanho e o vigor necessários em ambientes saudáveis, com água pura, bem oxigenada, de baixa temperatura (entre 13 e 17 graus C), cristalina e corrente. Por isso a truta é um dos poucos peixes, cujo consumo, pode ser feito sem o risco de contaminação e muito rico em ômega 3.

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